Há 5 meses
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Não fosse a puta da enxaqueca que se alapou ao meu cérebro há já várias horas, e eu estaria rejubilante por amanhã ir voar para longe. Mas nas condições actuais vou antes isolar-me num quarto escuro de pano molhado na testa.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Hoje olhei-te como te olho todos os dias. Mas hoje, ao olhar-te como o faço todos os dias, fi-lo como se fosse a primeira vez. Toquei-te ao de leve no braço direito como que a certificar-me que continuavas ali. E tu continuaste com os teus pensamentos, no teu enredo, sem suspeitares dos olhos que te olhavam sem que desses conta. O corpo desenhando os mesmo movimentos, já tão familiares. Eu ao teu lado com vontade de gritar estas palavras que são escritas por terem sido abafadas. E tu sem suspeitares do percorrer das pontas dos dedos num ritmo que tão bem conheces. Olhei-te novamente e sorri. Olhei-te como te olho todos os dias. Bastou-me. E continuei a formar palavras...
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Domingo, 28 de Junho de 2009
De manhã dei por mim presa ao écran a rever Wimbledon. O filme, não o torneio. Não sendo em absoluto nada de extraordinário teve a capacidade de me pôr bem disposta. Mas como este mundo vive de compensações, opostos e forças que se anulam, à tarde detive-me a ler Paul Ricoeur, o que me eleva (cof cof) a um plano superior dito intelectual. Conclusão, boring...
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Parar por um momento. Fingir que a azáfama que se estende para fora das janelas não existe. Fingir que não encaixo algures nesse imenso turbilhão. Ruídos, palavras soltas, encontros, desencontros, e eu ali. Permanecer imóvel desejando ardentemente que exista um qualquer botão que eu possa premir e que coloque tudo em modo pause. Assim poder deambular pela vida dos outros. Observar, cheirar, tocar. E eles ali, sem se aperceberem. A sensação de por um momento sermos únicos. Termos o mundo só para nós. A possibilidade de revertermos essa condição sempre que a solidão nos esmague o peito. Tocar no cabelo daquela pessoa. Tocar-lhe na pele. Dar-lhe um beijo ao de leve. Estar apenas. E depois voltar costas. Esquecer. Fechar os olhos. Tornar a abri-los e constatar que se está no mesmo sítio. No mesmo sofá de todas as noites. Na mesma vida de todas as noites. Fechar os olhos e...
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Domingo, 21 de Junho de 2009
Foi isto
Afinal não houve festa. Ou melhor, houve mas não para mim. Pois que é muito mais interessante uma gastroenterite a ter início em plena Rua da Atalaia. Agradeço imenso a um certo restaurante localizado no Chiado que tem na ementa peixe crú. Que me perdoem os meus mais que tudo da blogosfera, mas o estado em que me encontrava não me permitiu sequer exercitar os dedinhos no tlm.
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
What a lovely night
Estou numa excitação pueril perante a perspectiva da grande noite que se avizinha. Nunca vos disse, pois não, mas esta que vos escreve tem, desde há muitos anos a esta parte, uma paixão assolapada pela véspera de Stº António. Pirosinha assim para o muito pirosa, mas não há como evitar. Pois que bailem muito que eu também.
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